Um gene que altera o inicio da puberdade feminina e pode estar ligada à obesidade Obesidade, nediez ou pimelose (tecnicamente, da língua grega pimelē = gordura e ose processo mórbido) é uma doença na qual a reserva natural de gordura aumenta até o ponto em que passa a estar associada a certos problemas de saúde ou ao aumento da taxa de mortalidade. Apesar de se tratar de uma condição clínica individual, é vista, cada vez mais, como um sério e crescente problema de saúde pública: o excesso de peso predispõe o organismo a uma série de doenças, em particular doenças cardiovasculares, diabetes mellitus tipo 2, apnéia do sono e osteoartrite. foi identificado pelos investigadores da Oregon Health & Science University. Experiências com camundongos sugerem que ausência do gene na área do cérebro chamada hipotálamo, causa o atraso no início da puberdade.
Sergio Ojeda, cientista sênior no Oregon OHSU National Primate Research Center, que conduziu o estudo, disse que uma série de trabalhos de pesquisa tem indicado recentemente que as meninas estão chegando à puberdade em idade precoce.
"Embora não haja dados definitivos... outra pesquisa sugeriu que se este for o caso, pode estar ligada à crise de obesidade que assola a nação”, disse Ojeda.
O gene, denominado TTF-1, está presente no hipotálamo durante o desenvolvimento sexualA saúde sexual refere-se às áreas da medicina envolvidas com a reprodução humana e comportamento sexual, as doenças sexualmente transmissíveis, os métodos contraceptivos, anticoncepcionais, entre outros..
O estudo sugeriu que o gene TTF-1 não afeta apenas o momento da puberdade, pode encurtar o período de tempo durante a vida do animal para a reprodução.
Os pesquisadores descobriram que camundongos sem o gene TTF-1 teve menor número de filhotes em cada ninhada, e sua extensão de tempo de reprodução era metade do que de um animal normal.
Antes do estudo, a equipe de Ojeda encontrou resultados semelhantes com ratos, seguida por estudos que comprovam que o gene TTF-1 interfere no início da puberdade.
Ojeda e seus colegas já estão seguindo outros genes que podem interagir com o TTF-1 no cérebro, para controlar o início da puberdade em animais e humanos.
"Nós sabemos que as crianças com mutações desse gene sofrem de perda de coordenação motora e alterações no equilíbrio dos fluidos", disse Ojeda.