13 Dengue: Classificação final e encerramento do caso

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Classificação final e encerramento do caso

Nesta etapa, são consideradas todas as informações clínica Clínica médica, no Brasil, também conhecida como Medicina Interna e Clínica geral, é a especialidade médica que trata de pacientes adultos, atuando principalmente em ambiente hospitalar. Inclui o estudo das doenças de adultos, não cirúrgicas, não obstétricas e não ginecológicas, sendo a especialidade médica a partir da qual se diferenciaram todas as outras como Cardiologia e Pneumologia. No Brasil, o especialista em Clínica médica deve cumprir, além do curso de Medicina, dois anos de Residência médica. Em Portugal, trata-se de um termo actualmente a cair em desuso. Em sua substituição, surgiu a Especialidade de Medicina Geral e Familiar, mais abrangente e de natureza diferente.

  1. Clínica
  2. Angiologia
  3. Cardiologia
  4. Dermatologia
  5. Endocrinologia
  6. Gastroenterologia
  7. Geriatria
  8. Hematologia
  9. Infectologia
  10. Nefrologia
  11. Neurologia
  12. Pediatria
  13. Pneumologia
  14. Psiquiatria
  15. Reumatologia
, epidemiológica e laboratorial para o diagnóstico final de um caso de dengue, conforme o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde.

A padronização da classificação de casos permite a comparação da situação epidemiológica entre diferentes regiões. A classificação é retrospectiva e, para sua realização, deve-se reunir todas as informações clínicas, laboratoriais e epidemiológicas do paciente, conforme descrito a seguir.

13.1 Caso confirmado de dengue clássica

É o caso suspeito, confirmado laboratorialmente. Durante uma epidemia, a confirmação pode ser feita pelos critérios clínico-epidemiológicos, exceto nos primeiros casos da área, os quais deverão ter confirmação laboratorial.

13.2 Caso confirmado de febreA Febre ou pirexia, é a elevação da temperatura do corpo. É uma reação orgânica de múltiplas aplicações contra um mal comum, interpretada pelo meio médico como um simples sintoma, a reação descrita como um aumento na temperatura corporal nos seres humanos para níveis até 37,5 ºC Celsius chama-se estado febril, ao passar dessa temperatura já pode ser caracterizado como Febre e é um mecanismo adaptativo próprio dos seres vivos. A febre é uma reação do corpo contra patógenos; a sensação ruim que sente a pessoa febril faz com que ela poupe energia e descanse, funcionando também através do maior trabalho realizado pelos linfócitos e macrófagos. Apesar da maior parte das febres ser causada por infecções, nem sempre febre é indicador de infecção. hemorrágica da dengue

É o caso confirmado laboratorialmente e com todos os seguintes critérios presentes:

  • Febre ou história de febre recente de sete dias.
  • Trombocitopenia (≤100.000/mm3 ou menos).
  • Tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva, petéquias, equimoses ou púrpuras, sangramentos de mucosas do trato gastrintestinal e outros.
  • Extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar, manifestado por:
    hematócrito apresentando um aumento de 20% (adulto) e 10% (criança) sobre o basal na admissão;
    queda do hematócrito em 20%, após o tratamento adequado;
    presença de derrame pleural, ascite Em medicina (gastroenterologia), ascite é uma acumulação de fluidos na cavidade do peritônio. É comum devido a cirrose e doenças graves do fígado, e sua presença pode esconder outros problemas médicos. O diagnóstico é usualmente feito com recurso a testes de sangue, uma ultra-sonografia do abdómen e remoção directa do fluido por uma agulha ou paracentese (que também pode ser terapêutica). O tratamento pode ser feito com medicação (diuréticos), paracentesis ou outros tratamentos directionados para a causa. e hipoproteinemia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a febre hemorrágica da dengue pode ser classificada de acordo com a sua gravidade em:

Grau I – febre acompanhada de sintomas

inespecíficos, em que a única manifestação hemorrágica é a prova do laço positiva;

Grau II – além das manifestações do grau I, hemorragias espontâneas leves (sangramento de pele, epistaxe, gengivorragia e outros);

Grau III – colapso circulatório com pulso fraco e rápido, estreitamento da pressão arterial ou hipotensão, pele pegajosa e fria e inquietação;

Grau IV – Síndrome do Choque da Dengue (SCD), ou seja, choque profundo com ausência de pressão arterial e pressão de pulso imperceptível.

13.3 Caso confirmado de dengue com complicações

Todos os casos que não se enquadram nos critérios da OMS de FHD e DC com sorologia ou isolamento viral positivo para dengue.