08 Dengue: Sinais de Choque

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Sinais de Choque

8.1 Objetivo

  1. Acompanhar evolução clínica Clínica médica, no Brasil, também conhecida como Medicina Interna e Clínica geral, é a especialidade médica que trata de pacientes adultos, atuando principalmente em ambiente hospitalar. Inclui o estudo das doenças de adultos, não cirúrgicas, não obstétricas e não ginecológicas, sendo a especialidade médica a partir da qual se diferenciaram todas as outras como Cardiologia e Pneumologia. No Brasil, o especialista em Clínica médica deve cumprir, além do curso de Medicina, dois anos de Residência médica. Em Portugal, trata-se de um termo actualmente a cair em desuso. Em sua substituição, surgiu a Especialidade de Medicina Geral e Familiar, mais abrangente e de natureza diferente.
    1. Clínica
    2. Angiologia
    3. Cardiologia
    4. Dermatologia
    5. Endocrinologia
    6. Gastroenterologia
    7. Geriatria
    8. Hematologia
    9. Infectologia
    10. Nefrologia
    11. Neurologia
    12. Pediatria
    13. Pneumologia
    14. Psiquiatria
    15. Reumatologia
  2. Detectar precocemente os sinais de choque.
  3. Prevenir complicações.

8.2 Conduta

  • Detectar precocemente os sinais: hipotensão, hipotermia, taquisfigmia, taquipnéia, sangramentos, hêmese severa, abdome plano, polidipsiaPolidipsia é um termo médico que indica condição sintomatológica que leva o paciente a apresentar sensação de sede em demasia. Sintoma comum entre diabéticos, geralmente acompanhado de poliúria (aumento da diurese - urina mais) e polifagia (comer mais). Neste caso, a polidipsia decorre da perda de água pela urina acompanhando a eliminação urinária de glicose (glicosúria), em excesso no plasma (aí acumulada por défice do seu metabolismo). É a "diabetes mellitus", ou "diabetes sacarina" (com a urina doce). A polidipsia pode surgir também noutras síndromas diabéticas ("diabetes" vem do grego e significa "sifão" = a água entra e sai...), chamadas insípidas, porque a urina não contém glicose e, portanto, não é doce. Exemplos são a "diabetes hipofisária" (insuficiência de produção de hormona antidiurética) e a "diabetes renal" (incapacidade renal de reabsorção de água). E também a chamada "polidipsia primária", ou "potomania", de causa psicogénica, que leva à ingestão compulsiva de grande quantidade de água, depois eliminada pelo rim, mesmo sem razão real para ter sede., cianoseCianose é um sinal ou um sintoma marcado pela coloração azul-arroxeada da pele (http://www.lumen.luc.edu/lumen/meded/mech/cases/case8/scan9.jpg), ou das mucosas [http://www.netterimages.com/image/789.htm]. Ocorre devido ao aumento da hemoglobina não oxidada (desoxihemoglobina) ou de pigmentos hemoglobínicos anormais. de extremidades, tonturaTontura é um termo genérico empregado nas manifestações de desequilíbrio. É considerado um sintoma, já que é algo subjetivo. Pode ser sinal de doença do labirinto (labirintite), órgão em forma de caracol no interior do ouvido interno e responsável pelo equilíbrio, como a Síndrome de Meniére, ou como efeito de drogas (diazepam, barbitúricos, etc) e consumo de álcool, ou ainda como uma sensação pouco específica de "leveza da cabeça", comum em pacientes que sofrem de ansiedade. A falta de circulação sanguínea cerebral, como a causada por obstrução parcial da carótida por placas de ateroma, também pode originar este sintoma. Movimentos bruscos e repetitivos como os ocorridos em brinquedos que giram ou nas chamadas "montanhas russas" podem desenvolver uma perda temporária do equilíbrio, sendo relatado como tontura. Mais comum nos idosos, é de importância pelo perigo a que expõe a pessoa que o sente quando está dirigindo ou em locais altos., irritabilidade, choro persistente ou sonolência em criança, tempo de enchimento capilar >2 segundos, sudorese, pele fria e pegajosa, oligúriaOligúria e anúria são a diminuição e a ausência da produção de urina, respectivamente. No caso de um adulto, com uma dieta normal, são eliminados em média 800ml de urina pelos rins diariamente. A diminuição da produção de urina pode ser um sinal de desidratação, insuficiência renal ou de uma obstrução urinária./anúria, confusão mentalSaúde mental é um termo usado para descrever um nível de qualidade de vida cognição ou emoção ou a ausência de uma doença mental. Na perspectiva da psicologia positiva ou do holismo, a saúde mental pode incluir a capacidade de um indivíduo de apreciar a vida e procurar um equilíbrio entre as actividades e os esforços para atingir a resiliência psicológica. A Organização Mundial de Saúde afirma que não existe definição "oficial" de saúde mental. Diferenças culturais, julgamentos subjectivos, e teorias relacionadas concorrentes afectam o modo como a "saúde mental" é definida. http://www.who.int/whr/2001/chapter1/en/index.html, World Health Organization, 2001, alteração na fala, torpor e comaComa (ou comatose) é o estado no qual uma pessoa perde completa ou parcialmente a consciência, não tem reações nervosas, ou reage pouco ou nada a estímulos externos..
  • Controlar sinais vitais e instalar oxímetro de pulso.
  • Identificar precocemente a convergência da pressão arterial.
  • Controlar líquidos administrados.
  • Administrar oxigênio.
  • Desobstruir vias aéreas superiores.
  • Manter cabeceira elevada.
  • Proceder cateterismo gástrico conforme prescrição médica.
  • Medir resíduo gástrico e atentar para o aspecto.
  • Proceder cateterismo vesical usando técnica asséptica.
  • Controlar a diurese e densidade urinária.
  • Puncionar acesso venoso calibroso (dois acessos de preferência).
  • Manter hidratação venosa conforme prescrição.
  • Pesar diariariamente o paciente.
  • Controlar exames laboratoriais.
  • Observar alteração do nível de consciência.
  • Manter o paciente aquecido.
  • Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

8.3 Complicações

  • Extravasamento de plasma.
  • Choque ou persistência do choque.
  • Sangramento.
  • Dor abdominalDor abdominal pode ser um sintoma associado a distúrbios transitórios ou a doenças mais graves. O diagnóstico definitivo da causa da dor pode ser difícil, pois muitas doenças podem apresentar sintomas semelhantes, incluindo doenças funcionais (como a síndrome do intestino irritável), que podem levar a dores crônicas de localização variada e até migratória, sem qualquer anormalidade em exame complementar..
  • Hipóxia.
  • Oligúria/anúria.

8.3.1 Extravasamento de plasma

8.3.1.1 Conduta

  • Manter a circulação intravascular adequada.
  • Manter acesso venoso periférico.
  • Verificar os sinais vitais (SSVV)2/2 ou 4/4 horas; (Quadro SSVV).
  • Avaliar o pulso e a temperatura de 1/1 hora.
  • Verificar hematócrito de 4 a 6 horas.
  • Orientar a ingesta de líquidos na ocorrência de náuseas ou vômitos persistentes não administrar ingesta.
  • Realizar balanço hídrico e hidroeletrolítico.
  • Manter acesso calibroso, duas vias (cuidados com venopunção).
  • Observar cálculo e volume do gotejamento.
  • Realizar exame físico.
  • Realizar a hidratação venosa por bomba de infusão.
  • Utilizar técnica asséptica.
  • Acompanhar a administração de hemoderivados.
  • Controlar a diurese no mínimo a cada 8 horas; o ideal é a cada 2 horas.
  • Medir a densidade urinária no mínimo de 6/6 horas e no máximo de 12/12 horas.
  • Observar resultado esperado: presença de urina em 8 horas, estabilização de sinais vitais.
  • Comunicar alterações ao médico.
  • Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

8.3.2 Choque ou persistência do choque

8.3.2.1 Conduta

  • Monitorar sinais vitais de 15 a 30 minutos.
  • Comunicar a ocorrência de choque imediatamente ao médico.
  • Administrar fluídos venosos SF0, 9% ou ringer lactato conforme prescrito.
  • Avaliar os exames laboratoriais.
  • Anotar, registrar o tempo do choque e as intercorrências.
  • Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

8.3.3 Sangramento

8.3.3.1 Conduta

Procedimento conforme descrito no ítem 7.7.

8.3.4 Dor Abdominal

8.3.4.1 Conduta

Procedimento conforme descrito no ítem 7.4.

8.3.5 Hipóxia

8.3.5.1 Conduta

  • Manter paciente monitorizado com oxímetro de pulso.
  • Introduzir cateter nasal ou máscara de oxigênio conforme prescrição médica.
  • Trocar o sistema a cada 24 horas (Protocolo de Oxigenoterapia – Anexo C).
  • Verificar complicações decorrentes da oxigenoterapia (irritabilidade ocular e alterações de gasometria).
  • Comunicar ao médico a chegada do resultado dos exames.
  • Observar taquipnéia, cianose, esforço respiratório e alterações do nível de consciência.
  • Aplicar escala de coma de Glasgow.
  • Registrar colheita de gasometria com agulha de fino calibre (13/4,5).
  • Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.

ATENÇÃO!!!

O cateter pode causar trauma e sangramento.

8.3.6 Oligúria/anúria

8.3.6.1 Conduta

  • Realizar controle de diurese, observar no prontuário aspectos como cor e odor (valor preocupante: oligúria).
  • Realizar cateterismo vesical se necessário.
  • Evitar sangramentos durante a remoção da sonda.
  • Realizar a higiene externa.
  • Realizar exame físico: nível de consciência e sinais de desidratação.
  • Avaliar os exames urina tipo I e urocultura.
  • Estimular a ingesta de líquidos.
  • Registrar no prontuário as condutas de enfermagem prestadas.